A saúde pública em Brusque é horrível, diz integrante do Comusa
O presidente do Sindicato dos Comerciários e membro do Conselho Municipal de Saúde, Júlio Gevaerd, esteve na manhã de ontem (19) falando aos ouvintes do Agito Geral sobre questões envolvendo os trabalhadores e sobre a saúde pública em Brusque.
Para Júlio, a saúde em Brusque é muito debatida e os problemas surgem todos os dias.
Apesar dos protocolos serem criados para facilitar o serviço prestado à população, o atendimento está precário e a centralização dos atendimentos nos postos de saúde gera congestionamento. “Há empenho por parte do governo, mas ainda é muito pouco. A saúde pública em Brusque é horrível. A começar pelos protocolos municipais e pelos protocolos dos hospitais”. Para o sindicalista, “a classe médica é muito difícil de lidar nesse momento e os salários propostos aos profissionais é muito baixo”.
Sobre o salário mínimo regional, Júlio considera parcial a razão dos empresários quanto a interferência do governo Federal no processo de livre negociação. Para ele, “esses mesmos empresários não sentam para negociar”. Júlio considera que “deveria constar na legislação o caso de negociação frustrada”, forçando os dois lados à negociação.
Para Júlio, “como trabalhador o projeto está ótimo. Agora, como empresário, a grande desonestidade é que o governo está assinando essa lei para terceiros e não para ele mesmo cumprir. O servidor público estadual não está contemplado neste projeto de lei. Deveria estar”.
Em relação à redução da jornada de trabalho, Júlio Gevaerd diz que no dia 25 de agosto o assunto será debatido no comércio por meio da Confederação Nacional. Há uma proposta para a jornada de 6 horas diárias, “não de forma discriminada”, ressalta.



